O influenciador digital Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, obteve o direito de deixar a prisão após dez meses detido. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (17) pela Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que concedeu habeas corpus à defesa do influenciador.
Histórico da prisão
Buzeira foi preso preventivamente em outubro de 2025 durante a Operação Narco Bet, realizada pela Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao tráfico internacional de drogas e ao uso de plataformas de apostas. A decisão do TRF-3 estabelece que a prisão preventiva seja substituída por medidas cautelares, cujas condições ainda não foram divulgadas.
Denúncias e investigações
O influenciador foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Além disso, ele está envolvido em outras investigações relacionadas a tráfico de drogas e exploração de jogos de azar. Em junho de 2026, o MPF apresentou uma nova denúncia, associando Buzeira a uma organização criminosa que utilizava empresas de apostas esportivas e criptomoedas para ocultar recursos.
De acordo com a denúncia, Buzeira teria atuado como financiador e beneficiário das marcas BRXBET e RICOBET, embora não estivesse formalmente listado como sócio. As acusações ainda estão pendentes de discussão na Justiça e não configuram condenação.
Reação da defesa
Após a concessão do habeas corpus, os advogados de Buzeira celebraram a decisão. Em comunicado, ressaltaram que os fatos atribuídos ao influenciador serão esclarecidos ao longo do processo e destacaram a importância do devido processo legal. No entanto, optaram por não comentar diretamente sobre as acusações, devido ao segredo de justiça que envolve o caso.
Durante sua detenção, Buzeira passou por várias unidades prisionais em São Paulo, sendo transferido em maio de 2026 para o Centro de Detenção Provisória de Caiuá, após passagens pelo CDP IV de Pinheiros e pela Penitenciária Odon Ramos Maranhão.
Com a decisão do TRF-3, Buzeira deve ser liberado na manhã de terça-feira (18), mas sua soltura não encerra os processos judiciais em andamento, e ele continuará a responder às investigações e a cumprir as medidas cautelares que forem estabelecidas.
















